sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Quando me amei de verdade...

Deixei de achar que a vida é dura, consegui moderar meu ritmo e minha pressa,
E isso fez uma enorme diferença na minha vida.
Percebi que não posso ser uma pessoa especial, mas que sou única.
Aprendi a gostar de estar sozinha, rodeada pelo silencio, usufruindo sua magia, prestando atenção ao meu espaço interior.
Comecei a ver que eu não tinha de sair em busca da vida.
Se eu ficar quieta e parada, a vida vem até mim.
Comecei a valorizar o dom da vida com maior gratidão.
Pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal que estou indo contra a minha verdade.
Aprendia a satisfazer meus desejos, sem achar que era egoísmo.
Desisti de ignorar ou de suportar meu sofrimento.
Partes minhas que eu ignorava desistiram de disputar minha atenção. Foi o início da paz interior. Comecei então a ver tudo mais claro.
Comecei a perceber que os desejos do coração acabam se realizando e passei a ter mais calma e paciência, exceto quando esqueço disso.
Entendi que sou digna de conhecer Deus diretamente.
Deixei de precisar das coisas e das pessoas para me sentir segura.
Meu coração se encheu de tanta ternura que pôde acolher tanto a alegria quanto a tristeza.
Comecei a meditar diariamente, e descobri que este é um ato de profundo amor por mim mesma.
Parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Comecei a entender a complexidade, o mistério e a vastidão da minha alma. Que tolice pensar que posso conhecer o sentido da vida de alguém!
Desisti de projetar nos outros minhas forças e fraquezas, e guardei-as comigo.
Desisti de ficar exausta por me empenhar tanto.
Parei de meu culpar pelas escolhas que fiz e que me faziam sentir segura. Passei a me responsabilizar por elas.
Aprendi o momento certo de dizer “não” e “sim”.
O meu lado impulsivo aprendeu a esperar pelo momento certo. Então me tornei lúcida e corajosa.
Consegui ter consciência, nos períodos de confusões, disputas ou desgostos, de que essas coisas também fazem parte de mim  e merecem o meu amor.
Percebi que nunca estou só.
Perdi o medo de dizer o que penso por que percebi como é bom fazer isso.
Deixe a parte de mim que ainda sente falta do meu “ex” ficar triste, em vez de tentar fazê-la desistir de amá-lo.
Desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos.
Desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mentem no presente, que é onde a vida acontece.
Aprendi a chorar as dores da vida no momento em que elas acontecem, em vez de sobrecarregar meu coração arrastando-as por aí.
Percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas, quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.


Alguns trechos do livreto “Quando me amei de verdade” (Autoajuda)
De Kim McMillen & Alison McMillen.

Nenhum comentário:

Postar um comentário